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terça-feira, 17 de agosto de 2010

@@@ "Agências de notícias" personalizadas mudam rotinas de acesso a informações .



Redes sociais como Facebook já funcionam como verdadeiras agências de notícias por meio das quais as pessoas recebem as informações que desejam ou necessitam, e além disso referendadas pela recomendação de amigos ou colegas de confiança.
Esta nova aplicação das redes sociais — incluindo You Tube, Orkut, Twitter e muitas outras — está crescendo rapidamente, a ponto de uma pesquisa realizada pelo Pew Center, dos Estados Unidos, ter indicado que 75% dos norte-americanos consomem hoje, preferencialmente, notícias indicadas por amigos por meio de redes sociais e correio eletrônico.
A notícia personalizada por recomendação está se tornando tão popular na Web que há segmentos inteiros de usuários, como os jovens com menos de 25 anos, onde esta modalidade informativa já supera os 95% de preferências, inclusive no Brasil, conforme pesquisas que tenho feito com alunos de cursos de graduação em comunicação.
As empresas jornalísticas também já perceberam a importância do fenômeno, tanto que jornais como o Los Angeles Times e emissoras de rádio ou TV, como a National Public Radio (NPR), dos Estados Unidos, terem incluído a recomendação de leitores na organização da pauta de notícias diárias.”


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sábado, 14 de agosto de 2010

@@@ Dos presidenciáveis, Serra é quem tem mais processos judiciais.

Levantamento do Congresso em Foco analisou todas as 222 certidões que foram entregues ao TSE pelos nove candidatos à Presidência e seus vices. Temer, vice de Dilma, responde a três ações judiciais






Levantamento do Congresso em Foco sobre as certidões judiciais dos presidenciáveis mostra que o tucano José Serra é quem mais responde a processos. De acordo com as certidões que ele mesmo apresentou, são 17 processos declarados à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram analisadas as 222 certidões entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos nove postulantes à Presidência da República e respectivos vices. Michel Temer (PMDB), vice da candidata petista Dilma Rousseff, aparece com três ações judiciais. José Maria Eymael, candidato a presidente pelo PSDC, tem duas certidões positivas. Os demais candidatos à Presidência apresentaram certidões negativas, ou seja, que informam não haver processos contra eles.

Uma norma da legislação eleitoral obriga todos os candidatos a cargos eletivos a apresentarem, no ato do registro das suas candidaturas, certidões que informem a sua situação judicial, se respondem a processos e qual a situação de cada um deles. Sonegar essas informações, conforme a legislação, implica crime eleitoral. A novidade neste ano é que as declarações tornaram-se públicas, e estão sendo divulgadas na página do TSE.”


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@@@ Um tucano bom de bico $$$$$


Paulo Vieira de Souza na obra do Rodoanel, que custou R$ 5 bilhões

Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha

Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira, ISTOÉ

Nas últimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabeça da cúpula tucana. Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra. Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial. “Ele arrecadou por conta própria, sem autorização do partido. Não autorizamos ninguém a receber dinheiro de caixa 2. As únicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecadação são o José Gregori e o Sérgio Freitas”, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB. “Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”, confirma um ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência.

Segundo dois dirigentes do primeiro escalão do partido, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. “Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”, afirmou à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido, na quarta-feira 11.

O suposto desvio de recursos que o engenheiro teria promovido nos cofres da campanha tucana foi descoberto na segunda-feira 2. Os responsáveis pelo comitê financeiro da campanha de Serra à Presidência reuniram-se em São Paulo a fim de fechar a primeira parcial de arrecadação, que seria declarada no dia seguinte à Justiça Eleitoral. Levaram um susto quando notaram que a planilha de doações informava um montante muito aquém das expectativas do PSDB e do esforço empenhado pelos tucanos junto aos doadores: apenas R$ 3,6 milhões, o equivalente a um terço do montante arrecadado pela candidata do PT, Dilma Rousseff. Ciosos de seu bom trânsito com o empresariado, expoentes do PSDB não imaginavam ter recolhido tão pouco. Sinal de alerta aceso, deflagrou-se, então, um processo de consulta informal às empresas que já haviam se comprometido a contribuir. O trabalho de checagem contou com a participação do tesoureiro José Gregori e até do candidato José Serra e logo veio a conclusão: Paulo Preto teria coletado mais de R$ 4 milhões, mas nenhum centavo foi destinado aos cofres do partido, oficialmente ou não. Iniciava ali o enredo de uma história nebulosa com potencial para atingir o seio do PSDB às vésperas das eleições presidenciais. “Além de representar uma quantia maior do que a arrecadada oficialmente até agora, o desfalque poderá atrapalhar ainda mais o fluxo de caixa da campanha”, explica um tucano de alta plumagem, que já disputou quatro eleições pelo partido. Segundo ele, muitas vezes as grandes empreiteiras não têm como negar contribuições financeiras, mas, nesse caso, ganharam um forte argumento: basta dizer que já contribuíram através do engenheiro, ainda que não o tenham feito.”


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@@@ Imprensa brasileira: 2 pesos e 2 medidas


"Mutáveis os da mídia nativa, certa de que nós da plateia não passamos de um bando de idiotas

Mino Carta, CartaCapital

(...)
Na noite de 11 de agosto coube a ele ser sabatinado por 12 minutos pelo casal JN, William Bonner e Fátima Bernardes, os sorrisos mais radiosos do Brasil. Antes, a oportunidade foi bondosamente oferecida às candidatas Dilma Rousseff, segunda 9, e Marina Silva, terça 10. Para ambas, um sufoco. As perguntas do locutor que considera Homer Simpson como telespectador ideal foram muito mais esticadas que as respostas, quando estas não foram furibundamente atropeladas.

No caso de Dilma, o propósito foi mostrar (ingenuamente?) que ela é ao mesmo tempo uma marionete na mão de Lula e personagem dura, prepotente, mandona. De sorte a suscitar a observação da entrevistada, mais ou menos do seguinte teor: então, como vocês me querem, como títere do titereiro ou como a ministra inflexível que chama às falas os colegas de gabinete? Na vez de Marina, o intuito foi outro: provar que ela saiu do governo por discordâncias sobre a política ambiental enquanto, tempos antes, não se incomodou com o mensalão, o escândalo pretendido e até hoje não provado. A certa altura, a ex-ministra teve de reagir com alguma, insólita veemência, para pedir que a deixassem concluir o raciocínio.

Com Serra, na quarta 11, tudo mudou. O casal JN deixou o candidato falar à vontade. E quando a entrevista pretendeu chegar ao ponto de fervura, a pergunta foi: o senhor não se sente constrangido de ter o apoio do PTB, partido metido no escândalo do mensalão petista? Nada do mensalão mineiro nem do escândalo do DEM em Brasília. Maluf e Quércia? Esquecidos. E os votos comprados para a reeleição de FHC?

Segundo momento de aperto. Pergunta a evocar os usuários que reclamam dos preços altos do pedágio em São Paulo. Serra ganha a oportunidade de falar mal das estradas federais. Aí Bonner acrescenta: não existe um meio-termo, só dá para ter estradas boas e caras ou ruins e baratas? Serra emenda, feliz, que na última concessão que fez, os preços do pedágio caíram pela metade. Omitiu que os postos de cobrança foram dobrados e ao cabo cita sua origem humilde, estudante de escola pública etc. etc. Só falta chorar.

A rapaziada não se dá ao respeito. Quem sabe haja quem se incomoda ao perceber que nos enxergam como malta de idiotas. Esta visão da plateia é própria, aliás, dos jornalistas nativos e seus patrões. Será que não usam na medição o metro recomendável para medir a si mesmos?”









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@@@ Tucanos responsabilizam 'JN' por queda de Serra na Datafolha


“Os tucanos responsabilizam os efeitos do Jornal Nacional queda do candidato à presidência da República, José Serra, na pesquisa Datafolha.( grifo meu: como sempre eles tem que colocar a culpa em alguém, como não dá mais para colocar a culpa no Lula ou PT...)

O levantamento aponta Dilma Rousseff (PT) com 41% das intenções de voto, oito pontos à frente do adversário do PSDB, que registra 33%. Segundo membros da campanha, ao longo da semana já se esperava o resultado afetado pela exposição dos candidatos no programa da TV Globo. Tucanos entraram em contato com o instituto para apresentar reclamações quanto ao período em que foi feito o levantamento (segunda, terça, quarta e quinta-feira desta semana).

A avaliação da campanha é que mais entrevistados declararam suas intenções de votos sob os efeitos das declarações de Dilma Rousseff (PT) do que sob as de Serra ao programa global. A petista concedeu entrevista ao casal William Bonner e Fátima Bernardes nesta segunda-feira e o tucano, na quarta-feira. Alguns admitem que não podem justificar o resultado apenas com os efeitos do JN.

O cálculo feito pelo deputado Jutahy Magalhães é de que 75% dos entrevistados pelo instituto assistiram Dilma Rousseff, do PT, 50%, Marina Silva (PV) e 25%, Serra. Isto, para ele, causa efeitos "imediatos" na pesquisa de intenção de votos. "O alcance do Jornal Nacional é muito grande. Só um quarto dos entrevistados assistiu Serra", afirmou.”

 
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@@@ A imprensa equilibrista...




“Os jornais fazem a cobertura da campanha eleitoral com o pressuposto de que os leitores acreditam em sua isenção. Todos eles já publicaram notas e projetos especiais anunciando a determinação de produzir um jornalismo objetivo e equânime em relação aos principais candidatos, conforme seus posicionamentos nas pesquisas de intenção de voto.

No texto, tudo muito elogiável. Na prática, o que acontece é mais do mesmo e os favorecimentos de sempre.

Não há como escapar: a imprensa, de modo geral, é conservadora. Naturalmente conservadora, como o Vaticano, ou seja, com raras exceções, não se espere que, entre duas alternativas, o jornal escolha aquela que parece mais progressista.

A imprensa escolhe, recorrentemente, a alternativa que promete menos mudanças, menos surpresas e mais lealdade aos cânones que movem as empresas de comunicação. Um desses dogmas é a defesa do credo liberal segundo o qual o Estado deve se manter distante dos negócios.

Bem na foto

Assim, os principais jornais do país, aqueles que se supõem de circulação nacional, escolhem sempre, em qualquer instância, os candidatos que lhes parecem mais fiéis a esse credo liberal. No caso da disputa pela Presidência da República, os jornais parecem ter chegado à conclusão de que o candidato do PSDB, o ex-governador José Serra, tem esse perfil.

Com alguma sutileza, ou às vezes de maneira ostensiva, o noticiário sempre dá um jeitinho de colocar esse candidato em condição favorável na comparação com as duas adversárias que ele enfrenta.”



Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa
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@@@ Justiça bloqueia bens de 'fantasmas de Efraim' do dem...


O bloqueio atinge seis funcionários do senador paraibano, todos da mesma família. Eles são acusados de desviar o salário das irmãs Kelriany e Kelly Nascimento

Fábio Góis, Congresso em Foco

A Advocacia Geral da União (AGU) conseguiu junto à 6ª Vara Federal de Brasília o bloqueio de bens de seis funcionários do gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB). Eles são acusados de ter desviado o salário das irmãs Kelriany e Kelly Nascimento. Estudantes em Brasília, elas dizem ter sido enganadas pela chefia de gabinete em contratação que está sob investigação da Polícia Federal (ação de improbidade administrativa). O pedido de bloqueio foi feito pela AGU em 29 de julho.

Todos os suspeitos de fraude, agora com os bens bloqueados, pertencem à mesma família: Mônica da Conceição Bicalho, Kátia Regina Bicalho, Ricardo Luiz Bicalho, Nélia da Conceição Bicalho, Antônio Sérgio Bicalho e Nadia Maria Bicalho. Alguns deles trabalhavam no gabinete do senador em Brasília, mas foram exonerados.

O deferimento do pedido da AGU, por parte da 6ª Vara, implica indisponibilidade de R$ 88 mil em salários pagos indevidamente entre março de 2009 e maio de 2010. As irmãs Nascimento sequer trabalhavam no Senado, e recebiam a quantia de R$ 100, mensalmente, a título de bolsa de estudos cedida pela Universidade de Brasília. Para a Justiça Federal, “há fortes e consistentes provas da prática de improbidade”.

Nem Kelly nem Kelriany sabiam que constavam da folha de pagamento do Senado na condição de assistente parlamentar, com vencimentos mensais de R$ 3,8 mil. Elas dizem ter sido convencidas a assinar procurações, fazer exames médicos e fornecer documentos pessoais, entre outros procedimentos que propiciariam a concessão da bolsa de estudos.”
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