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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

@@@ De onde veio o caixa 2 do Serra???

@@@ Diretora do Valor Econômico diz ser "lamentável" explosão de Serra contra repórter.



“A diretora de redação do jornal Valor Econômico, Vera Brandimarte, em entrevista à Folha de S.Paulo, falou do incidente da última quarta-feira (13) quando o candidato tucano José Serra se negou a responder ao jornalista Sérgio Bueno sobre o caso do ex-assessor Paulo Preto, acusado de angariar dinheiro em nome do PSDB sem autorização ou conhecimento do partido.

"O jornalista [Sérgio Bueno] só estava fazendo o trabalho dele, que é perguntar. Todos os candidatos devem estar dispostos a responder questões, mesmo sobre temas que não lhes agradem. É lamentável que, diante de uma pergunta que não o agradou, o candidato José Serra tenha reagido de forma explosiva, atacando o jornal, ou mesmo o jornalista", analisou Vera.

Na quarta, ao ser indagado por Bueno durante um evento na cidade de Porto Alegre (RS), Serra acusou o jornal e o repórter de ser pautada pelo PT. "Eu sei que no caso vocês não têm interesse na Casa Civil, naquilo que foi desviado e etc. O seu jornal pelo menos não tem", afirmou o presidenciável.”

Redação, Portal IMPRENSA

@@@ Serra se irrita com jornalista ao ser questionado sobre ex-assessor.



“O presidenciável tucano José Serra teria se irritado, na tarde desta quarta-feira (13), diante do questionamento de jornalistas sobre o caso do ex-assessor Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, acusado por dirigentes do PSDB de ter arrecado dinheiro utilizando o nome do partido. O embate com a imprensa aconteceu na saída de uma reunião com o candidato derrotado do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul, José Fogaça.

"Considero um preconceito odiento (sic) se referirem a uma pessoa com este apelido", declarou o candidato depois de afirmar que não teria nada a dizer sobre Paulo Preto, ex-diretor de Engenharia da Dersa (Companhia de Desenvolvimento Rodoviário S/A).

Supostamente irritado com a indagação do caso de Paulo Preto, Serra teria atacado o jornalista Sérgio Bueno, do Valor Econômico, que o questionou sobre o episódio. "Eu sei que no caso vocês não têm interesse na Casa Civil, naquilo que foi desviado e etc. O seu jornal pelo menos não tem", afirmou Serra.”


Redação, Portal IMPRENSA
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@@@ “Homem-bomba do PSDB” faz festança com direito a camelo e odalisca, acusa PT.

Do R7

“Uma festa que custou R$ 1 milhão com direito a camelo e odaliscas em uma das baladas mais caras de São Paulo. Foi assim que os deputados estaduais do PT falaram nesta quarta-feira (13) do aniversário do ex-diretor da Dersa (empresa estatal do governo de São Paulo) Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, que ganhou o apelido de “homem-bomba do PSDB” depois ter sido acusado por tucanos de alta plumagem de desaparecer com R$ 4 milhões supostamente arrecadados para ajudar a campanha presidencial de José Serra (PSDB). (Clique aqui e entenda o caso)

Os petistas dizem que a festa aconteceu no dia 7 de março de 2009. Eles, no entanto, tomaram o cuidado de não dizer que o dinheiro usado saiu dos cofres públicos. Segundo o deputado José Mentor, a festança precisa ser tornada pública em razão das acusações de desvio a que o “homem-bomba” é acusado.

- Não se sabe de onde veio o dinheiro [da festa].

A acusação aconteceu junto com uma outra, mais grave. A de que a filha de Paulo Preto, a advogada Priscila Arana de Souza Zaharan, do escritório de advocacia Edgard Leite Advogados Associados, facilitou licitações com empreiteiras no governo do Estado de São Paulo quando Serra ainda era governador de São Paulo.”

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@@@ Paulo Preto, o homem do Golpe de Mestre...




"Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro".

A frase acima é uma epígrafe e uma inscrição tumular para José Serra. Antológica, na sua ameaça é digna de figurar entre bandidos à beira de uma dissolução de negócios. O Brasil todo sabe, mas não custa lembrar que ela foi anunciada, enunciada, pelo senhor Paulo Vieira de Souza (foto nas obras do rodoanel) , o cara faz-tudo das obras públicas do senhor José Serra. Mais conhecido na intimidade tucana pela alcunha de Paulo Preto, Vieira de Souza foi o engenheiro Prêmio do Ano 2009. (É verdade que, depois do Prêmio Nobel de Literatura para Mario Vargas Llosa, esse negócio de prêmio ficou muito desmontado e desmoralizado. Mas não nos percamos.)

Com uma história profissional cujos antecedentes apontam 11 anos de serviços ao PSDB, do Presidente Fernando Henrique ao governador José Serra, com ações à mão amada em São Paulo na linha 4 do Metrô, na avenida Jacu Pêssego, e nas maravilhosas obras do Rodoanel, Paulo Vieira de Souza sabe fazer conta, somar e subtrair como poucos. Ele é o homem que conhece onde moram a virtude e a renda do Serra que se proclama limpo de negócios fraudulentos. Ainda que os brancos tucanos estejam a murmurar que “Só podia ser: Preto quando não suja na entrada, suja na saída”, Paulo Vieira não será um resignado Celso Pitta.”


Urariano Motta, Direto da Redação
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@@@ Cientistas vêem retrocesso na discussão moral sobre o aborto...

Para os pesquisadores, a ênfase à questão expõe conservadorismos, mas ainda não põe em risco avanços científicos, como pesquisas com células-tronco



A intensidade com que assuntos morais figuram na pauta dos candidatos à Presidência da República é um retrocesso, na opinião da imunologista Milena Botelho Pereira Soares, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz da Bahia. “Questões como aborto não deveriam ter espaço na agenda dos candidatos. Cabe a eles discutir as propostas que têm”, critica.

A cientista, que investiga meios de utilizar células-tronco da medula óssea ou cardíacas no tratamento de males causados ao coração pela Doença de Chagas, não acredita, no entanto, que a onda de conservadorismo prejudique pesquisas como as que ele desenvolve.
A visão é compartilhada pela geneticista Lygia da Veiga Pereira, do Instituto de Biociências da USP, responsável pela criação da primeira linhagem brasileira de células-tronco embrionárias humanas extraídas de embriões congelados em clínicas de fertilização, que as jogariam no lixo.

“O uso de embriões nas pesquisas é amparado por lei”, afirma a geneticista. A lei em questão é o artigo 5º da lei 11.105/05, conhecida como Lei de Biossegurança, que permite o uso de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro que não foram usados no respectivo procedimento.

Segundo as cientistas, a grande confusão que se faz entre células-tronco e aborto está relacionada a aspectos filosóficos e religiosos sobre o início da vida. Seja como for, conforme elas, estudos apontam para fontes de células que, além de versáteis como as embrionárias, não apresentam problemas, como a geração de tumores.

O tema do aborto emergiu no debate eleitoral em função de uma movimentação de setores da Igreja Católica e de igrejas evangélicas que acusam o PT e a candidata Dilma Rousseff de serem favoráveis ao aborto. A legenda se posiciona sobre a discriminalização de mães que recorrem à prática, sem alterar a legislação em outros pontos. Porém, a pressão levou a concorrente governista à Presidência a assumir compromissos de não fazer alterações na lei em temas sensíveis para esses setores.”

Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual 

@@@ Na Idade Média...



“Em 3 de outubro, um domingo, os brasileiros acordaram cedo, votaram, decidiram democraticamente pelo segundo turno das eleições presidenciais e foram para a cama no século XXI. Mas acordaram no dia seguinte em plena Idade Média, com a religião e o aborto no centro do debate político. Como a eleição termina no dia 31, em pleno Halloween,- nas redes sociais a candidata do PT, Dilma Rousseff, passou a ser tratada por seguidores de José Serra, do PSDB, como uma bruxa a quem será preciso queimar. O clima inquisitorial, patrocinado não só por evangélicos, como chegou a se publicar, mas também por alas conservadoras da Igreja Católica, é estimulado pelos tucanos e democratas, que pretendem focar a campanha no tema.

Quando o Brasil foi dormir naquela noite, o aborto era uma questão séria de saúde pública. Realizado clandestinamente, é o responsável por 15% das mortes maternas no País, a quarta causa de óbito de mulheres durante a gestação. São realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais de 180 mil curetagens por ano, grande parte delas causada por abortos malsucedidos. De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Brasília, mesmo proibido por lei, uma em cada cinco brasileiras com menos de 40 anos expeliu do corpo um feto por vontade própria.

Ao acordar na segunda-feira 4, o brasileiro deparou-se com a notícia de que esse grave problema havia se transformado num trunfo para tentar mudar o resultado das eleições, nas mãos de religiosos e políticos conservadores. Uma trama foi urdida nos subterrâneos do catolicismo mais arcaico para prejudicar a candidata Dilma Rousseff, retroalimentada pelos adversários eleitorais. A própria mulher do candidato José Serra, Mônica, chegou a dizer a um evangélico no Rio de Janeiro, em mea-dos de setembro, que a petista “gosta de matar criancinhas”. Impossibilitados de atingir as classes mais baixas com algum halo de programa de governo, democratas e tucanos apelam para o aborto e para a religião em busca dos votos da classe C.”



Cynara Menezes, CartaCapital
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