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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

@@@ No Congresso e no governo, PT reage às mudanças no Código Florestal

“Decididos a enfrentar o trator político do agronegócio na Câmara dos Deputados e na mídia, o governo federal e, mais particularmente, o PT, começam a reagir para evitar qualquer pressa na votação do Projeto de Lei que propõe alterações no Código Florestal brasileiro.

Enquanto o Ministério do Meio Ambiente (MMA), sob o olhar atento da presidenta Dilma Rousseff, prepara uma versão alternativa ao texto elaborado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), o PT, por intermédio de suas secretarias nacionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Smad) e Agrária (SNA), sinalizou que as mudanças no Código precisam ser mais bem discutidas antes de qualquer votação. Por sua vez, a bancada do partido na Câmara decidiu criar um grupo de trabalho para também elaborar uma alternativa ao projeto de Aldo.

Durante um seminário organizado em conjunto na noite de terça-feira (15) em Brasília, cerca de 50 militantes que atuam na Smad ou na SNA deram uma demonstração de união interna no PT entre dois setores que, no seio do governo federal, têm posições antagônicas em relação ao Código Florestal.

"O objetivo das secretarias é unificar a ação política dos petistas e contribuir para que a votação de um novo Código Florestal represente de fato um caminho para um futuro com desenvolvimento social e econômico inclusivo e ambientalmente sustentável para todos os brasileiros", afirma o secretário nacional agrário do PT, Elvino Bohn Gass.

Além de Bohn Gass, participaram do seminário o secretário nacional de Meio Ambiente do PT, Júlio Barbosa e o líder do partido na Câmara, Paulo Teixeira (SP), além de outros 20 deputados e senadores petistas. Pelo governo, tomaram parte nas discussões o diretor de Florestas do MMA, João de Deus Medeiros, e Luiz Antônio Carvalho, que é assessor especial da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Pelos movimentos sociais, estiveram presentes ao seminário representantes da CUT, da Contag, da Fetraf e do ISA.

Ao final do seminário, as duas secretarias do PT divulgaram nota onde afirmam: "a necessidade do aperfeiçoamento de alguns pontos do atual Código Florestal e a necessidade de aprofundamento de vários pontos presentes na proposta do substitutivo que podem causar impactos econômicos, sociais e ambientais negativos".


Maurício Thuswohl, Rede Brasil Atual
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