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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

@@@ Virgílio endossa ex mensaleiro Jefferson e condena favela 'fake' de Serra


Marcela Rocha e Raphael Cortezão, Portal Terra

"O senador e líder do PSDB Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) disse que concorda com as críticas feitas pelo ex-deputado federal e presidente do PTB, Roberto Jefferson, pelo Twitter, em relação à condução da campanha de José Serra (PSDB) à presidência pelo marqueteiro Luiz González.

Em sua página do Twitter, Roberto Jefferson criticou a postura centralizadora do marqueteiro de Serra e afirmou que os políticos do grupo do candidato não são ouvidos durante o processo de elaboração de importantes peças de campanha. "Se González ouvisse um pouco os políticos, não poria no ar uma favela fake, nem 'bobajol do Zé'", escreveu o presidente do PTB, se referindo ao jingle em que o candidato é chamado de 'Zé Serra'.

Em entrevista concedida ao Terra em Manaus, no último dia 20, durante a visita de José Serra ao Amazonas, o senador tucano e candidato à reeleição relatou sua insatisfação com o modo de trabalho do marqueteiro em campanhas eleitorais, disse que não acredita nas pesquisas de intenção de voto feitas pelos institutos Vox Populi e Sensus e ainda defendeu o uso da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa eleitoral de Serra na TV.

Como o senhor avalia as declarações do presidente do PTB, Roberto Jefferson, sobre a campanha eleitoral do candidato José Serra?
Obviamente, é preciso estar muito bem assessorado para atender bem a expectativa dos demais partidos que integram o grupo. Se o presidente do partido diz isso, devemos ouvir com humildade com espírito construtivo, procurando corrigir as lacunas. Ele reclamou da característica do marqueteiro de centralizar e eu concordo. Foi assim na campanha do Geraldo Alckmin para a presidência há quatro anos, ele tem dificuldade de ouvir a opinião dos outros.

Você diz isso em relação ao próprio Luiz González ou ao candidato José Serra?
Falo sobre González. É sempre ele e o esquema dele. No segundo turno da campanha do Alckmin, me senti um garoto propaganda. Eu ia aos programas de TV, quando havia debate entre Lula e Alckmin, e sempre ao início e ao fim dos debates eu era ouvido de um lado, o Mercadante (senador Aloízio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo pelo PT) era ouvido de outro. Eu sempre falava no início que Alckmin ganharia o debate, já ele falava que Lula ganharia. Ao final eu falava que Alckmin tinha vencido e o Mercadante dizia que Lula tinha ganhado. Era só colocar um gravador e pronto, porque as nossas opiniões valiam bem pouco. As pessoas nos procuravam naturalmente pela posição de liderança, mas como não se tinha um papel substantivo na campanha, de opinar e dizer que o rumo está errado, pouco significava o que era dito.

Como fazer para evitar problemas como esse nestas eleições?
Acho que é importante ouvir o partido, ouvir as pessoas. As pessoas tem que opinar com clareza, indicando o que acham que está errado na campanha e propondo soluções.”


Entrevista Completa, ::Aqui::

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