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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

@@@ Folha de São Paulo mentiu: PF diz que não há provas de uso de dados fiscais em campanha.


“A Polícia Federal divulgou nota, nesta quarta-feira (20), esclarecendo que não está comprovada a utilização de informações fiscais de nomes vinculados ao PSDB em campanhas políticas. O texto, publicado no site da instituição, foi uma resposta às notícias de que as investigações teriam concluído que havia ligação entre a quebra de sigilo fiscal e a campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT). A informação foi refutada pela polícia, que ainda não finalizou o inquérito.

O texto diz ainda que a PF contesta "qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros". O órgão critica "a distorção de fatos" e diz que está se "atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação".
Reportagem publicada nesta quarta no jornal Folha de S.Paulo afirma que as investigações da PF apontam que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT), conseguiu, por intermédio do despachante Dirceu Rodrigues Garcia, os dados da filha e do genro do candidato à presidência José Serra, Veronica Serra e Alexandre Bourgeois, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outros integrantes do partido. Ainda segundo a reportagem, Dirceu confessou à PF que recebeu R$ 12 mil de Amaury Ribeiro Jr. para conseguir os dados dos dirigentes tucanos.

Leia a nota na íntegra.

Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:
1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;


2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;


3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;


4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;


5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;


6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.” 

Dayanne Sousa, Terra Magazine

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